Templo de Edfu

O Templo de Edfu é um templo greco-romano construído durante o período ptolomaico, e é sem dúvidas um dos mais bem-preservados do Egito.

Templo de Edfu, em Edfu, próximo a Luxor.

Templo de Edfu, em Edfu, próximo a Luxor.

Ele está localizado ao lado oeste do Rio Nilo na cidade de mesmo nome. Enquanto que o Egito é a casa de muitos templos magníficos, fica difícil vencer o Templo de Edfu, especialmente em relação à preservação, pois ele é considerado por muitos como o mais bem preservado do país.

O Templo de Edfu foi construído durante a dinastia ptolomaica, junto de outros templos notáveis, como o de Dandara, Esna, Kom Ombo e Philae. Ele é um templo vasto e de design extravagante, o que indica a prosperidade do país naquele tempo. Ele foi dedicado ao deus Hórus, o deus com cabeça de falcão, e foi o maior já construído em sua adoração.

Hórus, segundo a mitologia, era o filho dos deuses Ísis e Osíris, mas seu tio Seth assassinou o seu pai. Hórus então cresceu como um guerreiro que tinha a missão de vingar a morte de seu pai e libertar o Egito do poder maligno de Seth. O templo mostra diversas cenas e inscrições da batalha entre Hórus e Seth, como Seth disfarçado em forma de hipopótamo e Hórus caçando-o com uma lança e um cordel, terminando com a vitória de Hórus.

O templo também recebia o Festival de Edfu, que celebrava o casamento de Hórus e Hathor, a deusa do amor.

Um pouco de história

A construção do Templo de Edfu começou em 237 a.C. durante o reinado de Ptolomeu III. Entretanto, o templo original consistia apenas de dois corredores transversais, um santuário, um corredor com pilastras e algumas câmaras menores. O Templo de Edfu como o conhecemos teve sua obra terminada muitos anos depois, em 57 a.C durante o reinado de Ptolomeu XII. O período ptolomaico deu-se após a morte de Alexandre, o Grande, e apesar de ser de origem estrangeira, essa dinastia respeitou a cultura e tradições egípcias, inclusive adotando suas divindades. Alexandre, o Grande, por exemplo, foi recebido no Egito como libertador do povo e considerado uma divindade.

Mas como a história é cheia de reviravoltas e mudanças, os gregos não ficariam para sempre no poder: sendo derrotados pelo Império Romano, este começou a avançar, e em 391 d.C, Theodosius I de Roma declarou que todos os templos do Império Romano de adoração não-católicos eram ilegais. Enquanto que os romanos nunca se propuseram a destruir o templo de Edfu, muitos de seus artefatos e esculturas foram destruídos, e outros foram desfigurados pelos católicos romanos, que naquela época dominavam o Egito. Até hoje em dia, visitantes podem documentar o quão visível foi essa destruição, que inclui o escurecimento do teto no Salão Hipostilo. Historiadores acreditam que a causa foi um incêndio causado pelos cristãos, numa tentativa de erradicar qualquer traço de paganismo.

Assim como muitos templos, em algum momento, devido à movimentação da areia, o templo foi sendo soterrado com o tempo, até atingir impressionantes 39 metros de profundidade sob terra. Ao longo do período, muitas casas foram então sendo construídas, e os arqueólogos precisaram de um grande trabalho para poder reindentificá-lo. Eventualmente, uma força-tarefa foi responsável por uma grande escavação em 1860 e o templo pode, enfim, ser visto novamente pelo mundo.

Visitando o Templo de Edfu atualmente

Como mencionado anteriormente, o Templo de Edfu ainda está em excelente estado e é uma das descobertas arqueológicas mais importantes em todo o Egito. Por tal motivo, uma visita a esse lugar não poderia ficar de fora dos cruzeiros pelo Nilo. No total, o templo dedicado ao deus Hórus mede 137 metros de comprimento e 79 metros de largura que compreendem um pátio, uma sala com 18 colunas, uma sala interior com 12 colunas, um santuário e dois vestíbulos consecutivos. Do lado direito da sala de 18 colunas, conhecida como colunata, há um pequeno compartimento conhecido como a Bliblioteca do Templo, onde acredita-se que documentos e pergaminhos eram mantidos. Já a sala de 12 colunas possui relevos com cenas que mostram os rituais de fundação do templo. Desta sala, o visitante pode subir as escadas para o telhado,onde havia um capela para a deusa Hathor. Ou poderá seguir para o santuário, que é uma câmara grande e escura, salvo por uma fenda no teto onde a luz pode penetrar um pouco. O santuário está rodeado por 12 câmaras cujas paredes contam cenas religiosas.

Alguns dos pontos mais importantes do templo incluem várias inscrições nas paredes, assim como as na entrada do templo e um grande pilone que mede 36 metros de altura. Ele foi decorado com inscrições em relevo de forma a contar a vitória de Ptolomeu XII sob seus inimigos. Além disso, os falcões de granito que guardam a entrada do templo são realmente algo que merecem admiração.

O Templo recebe muitos turistas e é uma experiência que vale a pena. Se você estiver planejando o seu pacote para o Egito, ou especificamente um dos nossos cruzeiro pelo Nilo, muito possivelmente uma visita ao Templo de Edfu estará incluída.

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