Templo de Hatshepsut

O Templo de Hatshepsut é um templo mortuário localizado próximo ao Vale dos Reis e é hoje considerado uma das grandes maravilhas do Egito Antigo.

O Templo de Hatshepsut. Construído em honra da faraó mulher que reinou por mais tempo. Luxor, Egito.

O Templo de Hatshepsut. Construído em honra da faraó mulher que reinou por mais tempo. Luxor, Egito.

Sem dúvidas, o Templo de Hatshepsut é uma das maiores atrações em todo o Egito, e junto com outros monumentos antigos faz parte dos monumentos de maior importância do país, e muitos historiadores se referem a ele como uma das maravilhas do Egito Antigo. Este templo está localizado abaixo dos morros de Deir El Bahari, a apenas uma curta distância do Vale dos Reis, na parte Oeste do Nilo, em Luxor. Na primeira visão do templo, você já terá uma ideia de que a Rainha Hatshepsut, que fez parte da 18th dinastia, queria um templo memorável  e à sua altura.

Um pouco de história

Hatshepsut era a filha do rei Tutemés I e da rainha Ahmose. Com a morte de seu pai, o trono passou a Tutemés II, seu meio-irmão e marido. Atualmente isso soa estranho para nós, mas naquele tempo era muito comum o casamento consanguíneo, até mesmo entre pai e filha, e o faraó tinha várias esposas e concubinas.

Acontece que o então faraó Tutemés II morreu ainda cedo, e por direito o trono iria para seu filho Tutemés III, enteado e sobrinho de Hatshepsut. Mas como ele ainda era uma criança, ela, por direito, governaria o Egito até a sua maioridade, sendo assim faraó-regente. Entretanto, o título só durou três anos, pois depois disso ela se autodeclarou faraó.

Acontece que as coisas não são assim tão fáceis; Hatshepsut, como líder e política, precisaria do apoio da população e da nobreza para legitimar seu poder. E assim ela o fez. Como os faraós eram vistos como enviados pelos deuses, Hatshepsut contou a história de que ela teria sido fruto de uma relação de sua mãe, a rainha Ahmose, com o deus Amon. Amon teria tomado a forma do faraó Tutemés I, e dito à sua mãe que dessa união nasceria uma mulher que governaria o Egito. Hatsheput também preferiu continuar utilizando o padrão estético dos faraós, e suas esculturas a mostravam com barba, a exceção de alguns traços femininos, como a cintura mais fina.

A rainha Hatshepsut governou o Egito durante a 18th dinastia e o fez por mais tempo que qualquer outra mulher faraó. Durante o seu reinado, ela foi muito bem-sucedida, e preferiu a paz à guerra, apesar de no início de seu reinado ela ter se dedicado a algumas batalhas. Ela também restabeleceu as relações de comércio e aumentou a riqueza do Egito, assim como elevou a arquitetura, que continuou incomparável por muitos séculos. Um exemplo foi sua viagem à Punt, conhecida como “Terra dos Deuses” – não se sabe exatamente onde essa terra ficava, mas estudos apontam para o noroeste da África. De lá, ela trouxe diversas maravilhas, e a excursão foi comemorada, pois nenhum faraó anterior havia sido tão bem-sucedido com aquele povo.

A rainha Hatshepsut também focou na construção de obras grandiosas; ela contratou Senemute para ser seu arquiteto, e ele seria responsável pela construção do seu templo, um dos mais maravilhosos já construídos no Egito. Senemute era o arquiteto oficial da rainha e assistente pessoal. Algumas teorias mostram que ele pode também ter sido seu amante.

O templo de Hatshepsut foi construído para sua veneração após a morte, mas também para a glória de Amon-Rá, o deus. O templo foi construído em uma série de colunas e o acesso dá-se via longas rampas No passado a área havia sido decorada com jardins e estátuas extravagantes.

Hatshepsut perdida na história

Em algum momento, Hatshepsut desapareceu da história, ou ao menos tentaram apagar sua imagem e memória. Monumentos com seu rosto foram depredados, riscados e quebrados. Não se sabe em que momento ela morreu, mas suspeita-se de que não tenha sido de causas naturais. Sabe-se, entretanto, que Tutemés III finalmente subiu ao trono depois de 20 anos de reinado de Hatshepsut; há quem diga que foi ele quem mandou que os registros da rainha fossem apagados, mas pesquisas mostraram que o banimento dos vestígios simbólicos de Hatshepsut começaram ao menos 20 anos após a sua morte.

De qualquer forma, Hatshepsut deixou tantos feitos grandiosos que a tentativa de apagá-la da história falhou, e ela é considerada uma das maiores faraós que o Egito já teve. Em 2007, a múmia de Hatshepsut foi identificada; ela tinha aproximadamente 50 anos quando morreu, tinha diabetes e suas unhas estavam pintadas de preto e vermelho.

Visitando o Templo de Hatshepsut

O Templo de Hatshepsut é de arquitetura única, e possui três compridos terraços que atingem quase 30 metros de altura se somados. Os visitantes podem, portanto, se preparar para ver um templo sem precedentes, e ainda que muito da decoração tenha sido removida para museus, o templo em si ainda é de longe objeto de fascínio.

Caso você visite o templo entre os dias 21 e 22 de dezembro, mais precisamente a tempo do nascer do sol, você poderá aproveitar uma visão especial. Isso porque todos os anos essas datas representam o solstício de inverno, e o arquiteto Senemute alinhou o templo de tal forma que este pudesse se beneficiar da luz nesses dias. Dessa forma, as luzes do sol penetram no templo, começando pelas paredes e movendo-se devagarmente em direção ao centro, até iluminar primeiro a estátua de Amon-Rá, depois a do rei Tutemés III, até finalmente iluminar a estátua de Hapi, o rei do Nilo.

Porque o Templo de Hatsheput é uma das atrações mais famosas do Egito e uma das mais visitadas, e por consequência uma das principais atrações de Luxor, é praticamente certo que ele esteja incluído nos pacotes de viagem para o Egito que incluem Luxor. Quase todos os nossos pacotes de cruzeiro pelo Nilo também incluem uma visita ao Templo de Hatshepsut, pois você não pode perder essa oportunidade.

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