Templo de Kom Ombo

O Templo de Kom Ombo sempre fascinou historiadores porque ele tem uma peculiaridade: foi o único templo construído durante o período ptolomaico e venerava dois deuses, Sobek e Hórus. Para tal, duas estruturas idênticas foram construídas, e a precisão com que isso foi feito não podia ser menos do que notória vindo dos antigos egípcios, que já eles já haviam construído as Pirâmides de Gizé a milênios antes.

O Templo de Kom Ombo

O Templo de Kom Ombo

O templo foi construído entre 180 a.C. e 145 a.C, um pouco depois do reinado de Ptolomeu VI, sendo que há vestígios de um templo mais antigo, que data da dinastia XVIII, construído pela Rainha Hatshepsut e pelo rei Tutmóses III, chamado Ber Sobek (a casa de Sobek). Outros governantes depois de Ptolomeu VI fizeram adições à estrutura, sendo Ptolomeu XIII quem fez a maior contribuição: entre 51 a.C e 47 a. C. ele adicionou os dois maiores salões hipostilos. E porque o Templo de Kom Ombo é um “templo duplo”, tudo foi construído em dobro, incluindo os salões, câmaras e santuários. O templo tem entrada dupla, sendo que um lado é dedicado a Sobek, o deus da fertilidade com cabeça de crocodilo, e o outro é dedicado a Hórus, o deus-herói que vingou a morte de seu pai.

Infelizmente, assim como muitos dos templos do Egito Antigo, um pouco do Templo de Kom Ombo foi destruído por causas naturais, como terremotos que aconteceram ao longo dos séculos. Trabalhadores também usaram rochas e outras partes do templo para construir casas, e outras partes foram atacadas por membros da Igreja Ortodoxa de Alexandria numa tentativa de erradicar sinais de paganismo.

A lenda de Sobek e Hórus

Na lenda de Kom Ombo, Hórus e Sobek são irmãos. A região era regida por Hórus, que era um rei bom, mas Sobek o invejava e planejou uma conspiração para expulsar Hórus do local, assim como a população que o apoiava. Assim feito, Sobek passou a reinar. Porém, como a região agora tinha uma população baixa, por consequência não havia gente o suficiente para cultivar a terra.

A solução encontrada por Sobek foi fazer um pacto com os demônios para que estes realizassem as tarefas agrícolas. Os demônios plantaram sementes, mas na hora da colheita, no lugar de trigo, brotou ouro. Como as pessoas não comem ouro, a população começou a passar fome, e com o agravamento da situação, Sobek decidiu procurar Hórus e reconciliar-se. Com o regresso de Hórus à região, a prosperidade voltou. Hórus e Sobek então viveram em paz e partilharam o trono.

Além de deus da fertilidade, é também atribuído a Sobek o título de patrono do exécito egípcio, e durante as dinastias XII e XIII passou-se a acreditar que ele poderia proteger o rei de magias negras. Sobek, por ser o deus-crocodilo, também protegeria as pessoas que rezavam para ele de ataques de crocodilo enquanto estas navegavam pelo rio Nilo.

Visitando o Templo de Kom Ombo nos dias atuais

Atualmente há poucos artefatos que pertenceram a faraós, mas visitantes verão vários crocodilos mumificados que foram descobertos nas proximidades. O templo também possui imagens bem-preservadas de vários instrumentos médicos usados para cirurgia, cujos os quais são apontados por arqueologistas como os mais antigos já descobertos. Os antigos egípcios também acreditavam que Hórus fosse um médico, e Kom Ombo seria um centro de cura, fazendo com que muitas pessoas peregrinassem até lá para serem curadas. Em algumas paredes pode-se ver claramente a representação de objetos como bisturi, fórceps e tesouras.

Um forte terremoto destruiu muito da estrutura do templo em 1992, assim como os artefatos. Seguido do terremoto, o Ministério das Antiguidades do Egito decidiu fechar o templo para reformas, e isso levou três anos de trabalho.

O que os turistas têm a oportunidade de ver hoje em dia é um templo totalmente restaurado, assim como museus e galerias que foram construídos para melhorar a experiência de visita. O Templo de Kom Ombo é creditado como um centro para o culto de crocodilos. Apesar de Sobek ser visto como um deus egípcio, sua adoração só acontecia em algumas partes do Egito, onde crocodilos eram comuns, como Kom Ombo e Fayoum.

Outro ponto interessante é o “nilômetro”, um poço que era ligado por canais ao Nilo e servia para medir o nível das águas e o ponto em que elas chegariam nas cheias. Esse tipo de informação era válida para as autoridades, pois quanto maior a área de plantio, maior os tributos a seresm cobrados. Dito isso, Kom Ombo é um templo fascinante e rico em história que merece uma visita.

Excursões de um dia são oferecidas de Assuã até Kom Ombo (cerca de 50km de distância entre ambos pontos). Se você estiver reservando um de nossos cruzeiros pelo Nilo ou um pacote de luxo para o Egito, o templo de Kom Ombo já estará incluído no itinerário.

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