Templos de Abu Simbel

Os Templos de Abu Simbel, no sudeste do Egito, precisam estar no topo da sua lista de atrações a serem visitadas no caso de você querer explorar o Egito Antigo, suas tumbas, pirâmides e templos. Carvados nas pedras, esses templos foram construídos para serem não apenas um lugar de adoração, mas também servirem de monumentos supremos de Ramsés II e da sua amada rainha Nefertari.

Vista frontal do Templo do Faraó Ramsés II, em Abu Simbel

Vista frontal do Templo do Faraó Ramsés II, em Abu Simbel

Os Templode de Abu Simbel estão localizados a oeste do Rio Nilo, a aproximadamente 230km a sudoeste de Assuã, numa região conhecida como Núbia. Atualmente, eles fazem parte do Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, assim como o Templo de Philae, próximo à Assuã, e juntos são conhecidos como os monumentos núbios.

Um pouco de história

Os trabalhos nos Templos de Abu Simbel começaram em 1264 a.C durante o reinado do faraó Ramsés II. Apesar da data de finalização não ser conhecida ao certo, arqueólogos acreditam que os trabalhos tenham sido concluídos até 1244 a.C..

Assim como todos os templos, os de Abu Simbel foram construídos para adoração, mas a maioria dos historiadores acredita que tinha uma questão de vaidade por trás também, e que Ramsés II queria que templos impressionassem os países vizinhos, e assim enfatizar a importância da religião egípcia, ainda mais porque naquela época a região Núbia onde os templos foram construídos nem sempre tinha boas relações com o faraó, ficando estas à mercê da influência do governante atual.

Os templos foram construídos com um cálculo tão preciso que todos os anos nos dias 22 de fevereiro e 22 de outubro a luz entra por completo no templo principal, iluminando as estátuas de Ramsés II. Arqueólogos acreditam que essas são as datas de seu aniversário e de sua coroação (na verdade, a luz foi calculada para entrar no aposento no dia 21 de fevereiro, mas com a realocação do templo, passou a ser no dia 22 – falaremos sobre isso mais a seguir).

Ironicamente, no século VI a.C., os majestosos templos foram abandonados e parcialmente engolidos pela areia do deserto. Aos poucos eles foram desaparecendo de vista, para serem descobertos mais de dois mil anos depois, em 1813, quando o topo do templo principal foi avistado na areia por um explorador suíço, J. L. Burckhardt.

Depois de uma tentativa frustrada de entrar em um dos templos, J. L. Burckhardt retornou ao local pela segunda vez em 1817 e dessa vez foi bem-sucedido. Infelizmente, como acontece com frequência na história do Egito, ele levou consigo tudo o que pode carregar; em outras palavras, saqueando os templos (o sr. Burckahardt não teve muita sorte, entretanto: seus pertences foram constantemente saqueados e ele morreu de desinteria aos 32 anos no Cairo).

O templo dedicado a Ramsés II

O templo maior é dedicado a Ramsés II e aos deuses Amon, Rá e Ptah. Na entrada do templo há quatro grandes estátuas de Ramsés II e na altura das pernas estão pequenas estátuas de sua mãe, de Nefertari e de seus primeiros dois filhos e seis filhas. Todas as paredes do salão contém inscrições referentes a cenas de batalha.

Nefertari: a mais bela das rainhas

O templo de Nefertari está localizado a 120 metros do templo principal e foi dedicado à adoração da deusa Hathor, a deusa do amor. Ramsés II teve outras esposas, mas Nefertari era a sua favorita. Eles se casaram antes da coroação do faraó, o que indica que foi uma união por amor, e ela teve grande participação política durante o reinado do marido, sendo seu braço direito e atuando como pacificadora em diversos momentos. Para registrar todo o amor que ele sentia por ela, ele mandou que fosse construído esse templo ao lado do seu. Infelizmente, a saúde da rainha já não era boa e deteriorou logo após a sua visita quando o templo já estava pronto. Ela morreu não muito depois. Historiadores contam que ela apenas pode ver a faixada do seu templo. Ramsés II teria ficado muito abalado com a morte da esposa, e não assumiu nenhuma outra esposa ou comcubina como a “Grande esposa Real”, deixando esse título somente para Nefertari. Sua tumba no Vale das Rainhas é maior do que de muitos faraós e muito impressionante, e apesar de ter acesso restrito, desde 2018 é possível fazer um passeio virtual por esse magnífico lugar. Sim! Você pode visitar a tumba de Nefertari pelo seu computador e sentir o gostinho do que é o Egito Antigo.

Os templos que mudaram de lugar

Vista aérea de Abu Simbel. Os templos estão atualmente num morro construído especialmente para eles no meio do lago Nasser.

Vista aérea de Abu Simbel. Os templos estão atualmente num morro construído especialmente para eles no meio do lago Nasser.

Em 1968 o complexo foi totalmente realocado para cima do morro da reserva de Assuã, a 200 metros do local original. Sim, é isso mesmo o que você leu. O governo egípcio, para resolver a questão das enchentes do rio Nilo, decidiu criar uma barragem, mas as enchentes que sucederiam com a construção faria com que os templos fossem submersos, desaparecendo assim por completo. Para evitar a inestimável perda, o governo egípcio junto com a UNESCO decidiu pelo inimaginável: transportar o templo para o alto do morro onde ficaria a reserva. Esse trabalho monumental custou 42 millhões de dólares, muita precisão para cortar e montar cada bloco de pedra (que pesava entre 3 a 40 toneladas), 3 mil homens e 5 anos. Ufa!

Visitando os Templos de Abu Simbel

Visitantes dos Templos de Abu Simbel vão notar logo a princípio que um templo é consideravelmente maior do que o outro, sendo o de Ramsés II o maior e o de sua esposa, a rainha Nefertari, o menor. Ainda assim, estátuas de Ramsés II e de Nefertari são de tamanhos iguais. Segundo historiadores, isso mostra o quanto ele amava e respeitava a sua esposa, o que é único para o faraó.

Devido à distância de Assuã, alguns viajantes independentes tendem a excluir uma visita a esse lugar, o que é uma pena porque essa é realmente uma das atrações mais fascinantes em todo o Egito. É por isso que muitos dos nosso pacotes para o Egito incluem uma visita aos Templos de Abu Simbel, assim como os nossos cruzeiro pelo Rio Nilo. Venha conferir!

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